sábado, 20 de julho de 2019

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Jovem negro periférico formado em audiovisual procurado emprego fixo na área, reclamando do elitismo branco burguês dos detentores dos meios de comunicação e lendo artigos sobre o desmonte atual da ANCINE, lembrando que em 1994 apenas dois longametragens foram produzidos no país, devido ao programa Nacional de Desestatização lançado pelo então presidente Fernando Collor, determinando a extinção da Embrafilme, produtora e distribuidora estatal que ajudou a colocar no mercado mais de 200 filmes brasileiros entre 1969 e 1990. Sem a Embrafilme, a produção nacional ficou à mingua, desamparada num mercado predador dominado por filmes estrangeiros, sobretudo norte-americanos.

São tempos de glória para os ignorantes, e cólera para todo o resto.