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sábado, 6 de junho de 2015

A Primeira Poesia

por fim foi encontrada a poesia,
aquela distante, sumida,
quase desconhecida e esquecida.

aquela dos arvoredos rígidos e verdejantes,
dos raios de sol sobre o rosto,
e ventos como os lábios das musas.

por fim, ela é a essência composta do todo.
tu é poesia, e a poesia está aqui.
só não enxerga quem não vive em poesia.

domingo, 30 de novembro de 2014

A Última Poesia

Deixei de acreditar.
Primeiro em mim,
após a depressão,
em todos vós.
Desacredito nesse mundo bonito,
colorido e cheio de festim.
Sou objetivo,
e isso não me faz feliz.
Felicidade,
um conceito tão subjetivo,
ineficaz na prática
e tão efêmero,
que se faz desnecessário.
Este é o animal humano,
que quer tanto sentir
e dar sentido,
que se esquece de quem é:
um animal,
instintivo e feroz,
rude e bruto,
individualista
e sozinho
acobertado por mentiras banais,
"as morais".
Mentiras sem sentido
apenas para dar sentido.
E assim são os reais humanos,
mentirosos, egoístas,
fazem crer no amor e emoções
mas não prezam por elas.

Então o Poeta pestaneja.
Quando descobre
que escrevia mentiras.
Ideias enlatadas
sobre algo que não existia.
Quando descobre
que todas aquelas poesias para ela
foram em vão.
Quando descobre
que pensar em amor,
amizade e lealdade
de nada valia,
pois no final de quase todas as coisas,
a única coisa que sobra
é o individualismo.
O pensamento único dele mesmo,
que você foi só uma passagem,
um alimento momentâneo
que depois de consumido
é jogado fora.
E após muito mais que tudo isso,
o Poeta cai em depressão,
olha para os lados
e descobre que nunca valeu a pena acreditar,
que está sozinho,
e que sua arte
não passa de propaganda enganosa.

Essas são as pessoas
que tanto amamos
e nos preocupamos.
Que tanto não se importam
e que tanto não valem a pena.
Por isso desacredito,
pois descobri o que sou,
um animal
dotado de racionalidade.
Tão esperto,
que confia
em inconfiáveis,
selvagens instintivos.
Que te ama,
até melhor escolha.
Por isso desacredito,
pois não quero amar
sem ser amado.
Pois os momentos felizes,
não são para sempre,
e o mundo não é um lugar bom.
E é exatamente nesse mundo
que o Poeta perde o emprego,
a serventia,
pois, do que ele falará,
se do que ele tem que falar,
é uma farsa?
E não tem nada pior,
do que um Poeta
que perdeu a poesia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Tão Vazias

Um Poeta Vazio,
é um poeta sem poesias.
Poesias vazias,
São poesias sem emoções.
Emoções sem seus poetas,
é desperdício.
Emoções sem  poesias,
são sempre tão  vazias.
Poetas sem emoções
não escreve poesias.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Rascunhos

Se a rotina do papel é ser riscado,
devemos então rabiscá-lo.
Coloque nele ideias e expressões,
seu rascunho sempre será lembrado.

(re)faça e refaça,
não pode ficar parado, estagnado,
refém às ideias de outrem.
Alienado.

Deixe perfeito, fique fascinado.
Risque de novo, fique maravilhado.
Pois da folha em branco
nada será lembrado.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Da Contradição

Nunca achei uma boa ideia ter um blog. Quer dizer, já passei por inúteis tentativas que não renderam muita coisa. Eu, por exemplo, sem medo digo: não tenho paciência alguma para ler blogs, esse tal de diário eletrônico, mas cá estou a escrevê-los.

Meu primeiro blog surgiu quando ainda estava no colegial, entre 2007 e 2008, com ideias bobas sobre humor o extinto, chamava-se Negaiadaa! (assim mesmo, com dois "A"s no final), e como dizem os mais novos: eu seria cancelado!

Em 2010, fui me meter no meio das críticas cinematográficas com o parado Poltrona Numerada. Ele me servia como válvula de escape. Nessa época, eu estudava engenharia e me sentia preso nos inúmeros números que os professores nos davam todos os dias para estudar. Quando entrei no curso de Rádio e TV, em 2012, realmente me senti em casa, e a constância das postagens estagnou.

Foi então que me senti órfão. Sobre o que eu poderia escrever agora? Não lembro exatamente quando, mas um sábio professor disse: NUNCA PARE DE ESCREVER.


Poeta Márcio Ricardo - Facebook

Quantos cadernos serão gastos? Quanto de HD eu preciso para salvar todos os meus pensamentos e firulas sobre o mundo? Preciso, em essência, de um lugar para organizar tudo e ter sempre à mão.

Meus cadernos, abarrotados de tantas anotações, já não tinham mais espaço, nem lógica de organização. Um blog era a solução.

Não, não caí em tentação, apenas segui adiante, experimentando uma nova linguagem. Aquela mesma linguagem que está revolucionando a comunicação. Ouvimos tanto isso em aula.

Utilizo aqui também como um arquivo pessoal e, sem medo de afirmar: se penso, logo escrevo; se escrevo, secreto não é. Por isso, postarei todos os textos e ideias na ordem cronológica, no exato dia em que foram concebidos, puramente por um conceito organizacional mais eficaz.


Astonishing x-men #9

Se a contradição é o começo de uma consciência sobre algo que não existia antes, são nelas que devemos trabalhar para explorar mais universos desconhecidos até então. Basta relacionar esses universos. Cada nova linha vai se encontrar com outra, e com outra.

Tenho a minha história, você tem a sua história, nós temos a nossa história... Nunca tem fim. E, ao fim, tudo está conectado como sendo uma única grande coisa sem fim. O todo é um ponto, e o ponto é o todo.

Quantas histórias podemos contar?