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terça-feira, 30 de junho de 2026

Temporal

tem hora que tudo se perde.
agente metido a gente.
tem dia que ninguém te acha.
me perco só de pirraça.

se num segundo em primeiro,
agarre e enforque o medo.
num quarto rezando um terço,
cuidado com o zombeteiro.

minuto de muita fraqueza,
me mudo dessa fortaleza.
em ano de cada mais uma queda,
há décadas que já não dou trela.

em vida, então, de repente,
nem mais da morte depende.
eterno instante entre entes.
milênio de salvação.

um planck que desembrulha
sem tempo pra enrolação.

sábado, 13 de junho de 2026

Inferno Divino

Você está no inferno por acreditar que seja o melhor lugar pra você.

Pensa, e fica preso.

Por quanto tempo se agarra na racionalidade?

Porque tanto tenta entender os maus caminhos que tomastes?
Feito um drink duvidoso numa tarde noite da Augusta. Inferno.

Qual a punição pelo mau que escolheu a si?
Consciência. Vergonha e Verdade.

Se perde o prazer, a paixão, o caminho.
Afinal, por onde anda alguém machucado, marco e consciênte dos seus próprios maus?

Espie. Tu merece o sofrimento.
Sofra, mas purga.
Limpe, expurgue, purifique e remova de ti todo esse mau.

Pois da palavra dos outros,
repetidas vezes acreditou que tu és ele,
o próprio diabo da própria vida.

O mau.

Não é condenação,
mas condena o credo de aceitar, viver e desfrutar dessa própria insuficiência.
Uma divina comédia.

Desça ao inferno e reconheça essas sombras,
confronte,
enfim, perdoe.

sábado, 27 de dezembro de 2025

Observação das Cores

entre o branco

e o preto

se percebe o cinza.


cinza, do branco que esqueci,e do preto que lembrava.

do cinza falei o Observador.

do branco sussurrei o Nada.

do preto berrei o Todo.


porém do todo,

o observador

não enxerga o nada.


percebo o branco,

entendo o preto,

compreendo o cinza.


caminho

que quebra

em vermelho.


Humano,

aquilo que compete,

memória e lembrança.


da memória do preto,

o todo,

nasce o azul.


O nomeio de Espaço.


e da lembrança do branco,

o nada,

nasce o amarelo.


O nomeio de Tempo.


o vermelho se organiza

como filho do amarelo,

e gera o laranja.

- O que eu meço.

ciência, técnica, método.

o limite.


porém o amarelo

ainda amava o azul,

e gera o verde.

- De onde eu Meço.

ecologia, cultura, ambiente.

o contexto.


e o azul ao olhar,

atraído pelo vermelho,

gera o roxo.

- O que não meço.

sagrado, artístico, espiritual.

o infinito.


e num colorido PB de:

laranjas, roxos, verdes,

azuis, amarelos, vermelhos...


integra cinza,

que não retorna,

porém, síntese.


Que reflete um

déjàvu monocromático.

Unidade.