Ventos são correntes de ar,
batendo à murmurar
nas árvores do meu pomar.
Não é o vento que estou a escutar,
mas sim, as folhas raspar,
as pétalas balançar e os ramos chacoalhar.
Não é vento que estou a observar,
mas sim um fluxo verde sempre a inclinar
nas árvores do meu pomar.
Não é vento que estou a degustar,
mas as abelhas que passam e encharcam de pólen o ar.
O cheiro de paz, é onde quero estar.
Não ouço, não vejo, não sinto.
Onde há de estar?
Vento invisível, onde há de estar?
Estão nas árvores do meu pomar.
