sábado, 27 de dezembro de 2025

Observação das Cores

 entre o branco

e o preto

se percebe o cinza.


cinza,

do branco que esqueci,

e do preto que lembrava.


do cinza falei o Observador.

do branco sussurrei o Nada.

do preto berrei o Todo.


porém do todo,

o observador

não enxerga o nada.


percebo o branco,

entendo o preto,

compreendo o cinza.


caminho

que quebra

em vermelho.


Humano,

aquilo que compete,

memória e lembrança.


da memória do preto,

o todo,

nasce o azul.


O nomeio de Espaço.


e da lembrança do branco,

o nada,

nasce o amarelo.


O nomeio de Tempo.


o vermelho se organiza

como filho do amarelo,

e gera o laranja.

- O que eu meço.

ciência, técnica, método.

o limite.


porém o amarelo

ainda amava o azul,

e gera o verde.

- De onde eu Meço.

ecologia, cultura, ambiente.

o contexto.


e o azul ao olhar,

atraído pelo vermelho,

gera o roxo.

- O que não meço.

sagrado, artístico, espiritual.

o infinito.


e num colorido PB de:

laranjas, roxos, verdes,

azuis, amarelos, vermelhos...


integra cinza,

que não retorna,

porém, síntese.


Que reflete um

déjàvu monocromático.

Unidade.