2 de novembro de 2014

Meu-Bem Virtual

Teu rosto preenche minha lista de notificações.
Entendo,
o meu deve preencher a sua também.

Tudo isso porque tenho vontade de você,
em qualquer lugar,
eu só quero você!

Queria poder ir aí falar com você,
mas você carrega um ódio
que falaram pra você carregar.

Não existe diferença nenhuma.
Eu tenho a minha turma, e você tem a sua,
e é exatamente por isso que essa briga tanto dura.

Na realidade eu nem sei se isso é verdade,
mas me explica porque nos damos bem no virtual,
e nem nos olhamos no mundo real?

Eu até acho que essa vontade não é apenas minha,
que você quer tanto eu e você,
quanto eu mesmo em toda essa fantasia.

Sinceramente não sei o que faço.
Te vejo todos os dias tão distante,
e vejo seu avatar todos os dias tão próximo.

27 de outubro de 2014

Sobre Corrupção

Depois que a Dilma foi reeleita (por volta das 20h30 desta noite) eu briguei com muita gente por causa de posicionamento politico.

E depois de tudo isso, começo a entender o porque dos votantes tucanos acharem os esquerdistas são pessoas tão chatas: Porque nós temos argumentos, e eles não.

O único argumento que todo mundo grita em unisono é sobre a corrupção.

Eu, alias, no primeiro turno não votei no PT. Não votei porque estava muito descontente com alguns acontecimentos do governo da Dilma. Sobretudo com a grande corrupção.

Votei em Luciana Genro, com sua politica de esquerda radical, pois tenho o pensamento de que o governo deve governar para o povo em sua maioria, que aqui no Brasil, é o cara pobre, e não os burgueses que a direita tanto defende.

Luciana Genro defendia um posicionamento muito semelhante com o PT, mas tambem tinha a posição de não se envolver com grandes empresas e empreiteiras, ter apenas dinheiro limpo, para que o PSOL não entrasse no mesmo erro que o PT: A corrupção, que realmente é inegável.

Mas a verdadeira questão não é sobre a corrupção em si, pois corrupção existe em qualquer lugar (desde o deputado do mensalão, até o troco a mais que você não devolveu na padaria hoje de manhã). A grande questão na verdade está na punição desses corruptos.

E agora eu te pergunto... Onde mais que você viu políticos serem presos por corrupção que não fosse no governo de Dilma?

Claro que o julgamento do mensalão foi amplamente considerável pela mídia, pois os principais envolvidos eram políticos petistas. Mas, porque a mídia não esta falando tanto do cartel tucano dos metrôs paulistanos? Alias, no raking dos maiores escândalos de desvios de verba publica da historia do Brasil, todos são escândalos do PSDB. E adivinha só? Todos os envolvidos estão soltos, e ninguém está falando desses escândalos.

Ou seja, corrupção existe em qualquer lugar. O PSDB esconde seus ladrões, enquanto a Dilma os aponta e os pune. Nenhum presidente vai conseguir acabar plenamente com a corrupção, mas talvez diminui-la. Talvez um politico ladrão comece a pensar duas vezes antes de qualquer ato ilícito.

Então você que defende o PSDB, achando que é o partido da mudança, comece a estudar um pouco mais sobre história do Brasil, e veja como era o País nos 8 anos de FHC, e como o Brasil ficou com os 12 de PT. Não diga sobre corrupção, se você não sabe como tratar dela. Não use argumentos fúteis e pequenos, e acima de tudo, estude, leia o jornal de diferentes fontes, e comece a ter seu próprio pensamento, e não o que querem que você tenha.

Respeito todo tipo de pensamento, desde que ele seja fundado em algo de verdade.

11 de agosto de 2014

Naquela Noite Um Poeta Morreu um Pouco

Na noite de 31 de julho de 2014 na Lanchonete Cuca Ideal na rua Augusta, um determinado poeta morreu um pouco.

Últimos dias de férias, ele estava em seu melhor momento no trabalho, e todos os contos, crônicas e poesias que escrevia era lido com muito amor e apoio de todos seus mais próximos. Resolveu tomar umas cervejas para sorrir, mas o final daquela noite foi regado com lágrimas.

O maior amor que um poeta um dia terá, é com suas poesias. Próprias crias, filhos natos da experiencia única de escrever, cada letra era o relato de um momento inexpugnável da sua memória, as palavras de algo legitimamente essencial na vida. O que o Poeta, no papel de poeta, achou necessário exprimir com sua caneta num papel tal sabedoria para os outros e para o futuro.

Em tempos modernos tal Poeta virava mídias antiquadas e vencidas, porém eternas e primordiais: papel e caneta. Não saia de casa seu seu caderno, onde qualquer momento, ou qualquer ideia, tinha que ser assinados nas folhas de seu diário.

Lembra com carinho do primeiro caderno. Julho de 2012, por conselhos da uma professora muito bonita e inteligente por sinal. Marrom, sem nenhum desenho. Uma fita elástica para ajudar no fecho. O interior era intercalado com folhas pautadas, e folhas não pautadas. Imerso de desenhos, gráficos, listas e letras. Ideias dispersas de uma única cena de um longa metragem, ou estudos profundos sobre a edição não linear sob a perspectiva da escola russa de cinema. Lembranças de KINO.

Um ano depois, por meados de agosto de 2013, o desemprego assolou o Poeta, e nas últimas páginas em branco de seu primeiro caderno, arrumou um novo do novo empregador. Vida nova com caderneta nova. Verde, com as inscrições em baixo relevo "Cultura em Curso". Apesar da propaganda, nada poderia ser mais relevante do que tais palavras. Era com aquelas folhas totalmente em branco, que a cultura do jovem Poeta era estudada em textos políticos, contos sobre mulheres e cronicas do seu dia a dia.

Seu terceiro caderno era menor, um "war notebook" de bolso. A ideia era simples: Quando estiver sem mochila, ele colocava o caderno menor no bolso, pronto para qualquer ocasião. O Poeta era tão dependente de suas folhas e canetas, que ele já chegou a leva-los para a balada. E sim, ele escreveu um lindo poema na vitrine humana.

Mas naquela fatídica noite, no meio de drogas licitas e ilícitas, seus cadernos sumiram.

Ele olhou para o lugar onde estava sua mochila, debaixo da mesa, no canto encostado na parede, e ela não estava lá. Alias, estava no lugar mais difícil de pegar dentre todas as mochilas daquela mesa. A respostas da questão era uma: Roubaram, mas quem é boçal que rouba de um poeta? 

Um livro de contos de Machado de Assis, A Saga da Fênix Negra e Marvel Zombies em edições de luxo, duas sobre-blusas de verão, 40g de maconha, um dichavador, seda tipo prata, um perfume, camisinhas, a própria mochila (presente do pai de aniversario, não tinha feito nem 6 meses), e seus três cadernos.

"Tinha alguma coisa de valor?" - perguntou um dos amigos? Carteira, celular e o molho de chave estava no seu bolso, mas o real valor tinha ido embora. Uma parte da sua alma. Seus filhos que sabia que não voltarão nunca mais.

O Poeta se machucou tanto, que como uma metáfora, ficou sem palavras.

Quem é o Poeta sem poemas? O Poeta sou eu.

2 de agosto de 2014

Guardanapo Amassado

Com Paloma, Priscila, Luiz, Da Hora, Thais, Isabela, João, Vitória, Andreza, Peter, Claudinha, Fábio e Cida.

Na mesa do bar,
estava amassado.
Passou pela ideia da praia,
do plano do agora
para uma esperança perdida
do final de semana a seguir.

Passou pela Da Hora daora
naquele fatídico Brasil e México.
O golpe entorpecente
os litros etílicos
que só uma copa aqui
poderia oferecer a todos nós.

Viu chegar Claudinha,
Fábio e a Cida.
Andreza teve que ir.
Lembramos do colírio Luiz,
da Paloma com o namorado,
e das piadas sem graças do DVD.

Na mesa do Bar,
Estava amassado.
Sem graça e apagado.
Mas pela eternidade do momento
lembrei de lembrar,
e escrevi.

31 de julho de 2014

Xenofobia

Coautoria de Claudia Nunes, Hermes Neris e Isadora Magalhães

Selma era uma jovem colega de trabalho. Todos no escritório estavam na flor da idade, bonitos e festeiros. A era de ouro.

Selma era tão festeira que as 50 pessoas na festa de inauguração do seu primeiro kitnet apertado no centro da cidade, já há 5 anos, está na boca do povo até hoje. Épica! Tanto que no primeiro mês que estava morando numa garbosa casinha vermelha na alta Pompéia, 15 minutos do terminal da Barra, fez uma pequena reunião com o pessoal do serviço.

Coisa pequena. Vinte e poucas.

Entre um baseado, cerveja, MPB e catuaba, conheci uma das moradores de tal belo casebre: Isadora. baiana tropicana, advogada com o mais sensual sotaque soteropolitano que a terra da descoberta poderia dar.

Naquele dia aprendi muitas coisas com Isadora. No sofá, junto com algumas pessoas, entre a rádio tocando e o Paulo procurando o Beck, Isadora nos contemplou com as mais belas histórias da tradição e do folclore BR.

Isadora disse que a primeira filha de um casal, sempre era recebida ao mundo com um lindo canto do pai, parentes, enfermeiros e médicos durante o momento do parto: Minha pequena Eva/ Eva!

Isadora nos contou que os votos de casamento são diferentes daqueles católicos tradicionais, - Autorização direta do Vaticano, pois perceberam a forte tradição do povo e que também não fere a palavra de Deus - e são compostos pelos versos: Oh (nome da pessoa) / mil e uma noites de amor com você,/ na praia, no barco,/ no farol apagado,/ no moinho abandonado numa grande alto astral./ Lá em Hollywood, pra de tudo rolar/ vendo estrelas caindo/ vendo a noite passar,/ eu e você,/ na ilha do sol./ Eu e você na ilha do sol./ Eu e você na ilha do sol./ Do sol! (aceitável leves modificações).

Sobre a culinária Baiana, Isadora foi categórica em dizer: É tudo feito de carne. Tanto que, o que nós paulistas conhecemos com 'pão', aquele bolo de trigo inchado adquirido no padeiro do Seu Zé mais próximo de sua residencia, na Bahia é aquilo que nós chamamos de 'kibe', aquele bolo de carne prensado adquirido na lancholícia mais próxima de sua residencia.

Todos acordam pontualmente às 7 AM. 7:30 AM todos na mesa pro café. O menu é longo: Tem rabada, arroz tropeiro, feijoada com sarapatel. E claro... Muito pão com manteiga, AKA kibe com carne louca.

Até chegar a hora do almoço, um bife a cavalo com porção de toicinho. No almoço mocotó com caldo de jenipapo, mocotó com pão, bode assado com farofa de carne seca, bolovo com bacon frito na gordura de embu, buriti e mocotó.

Para tampar o buraco do estomago até a janta, muito pão com ovo na banha de porco. Uma jantinha básica, e pra finalizar o dia uma bolacha cream cracker acompanhado de um copo quente de leite de cabra com toddy antes de ir deitar. Sem contar é claro, dos assaltos noturnos à geladeira.

Isadora também falou sobre a tradição que os locais tem de receber os visitantes nos aeroportos e rodoviárias do território baiano. Alguns políticos até diziam que tal corinho era incentivo ao turismo sexual, mas foram tombados na votação da câmera em 2003. O episodio ficou tão famoso, que até o ministério do turismo fez um comercial com o famoso refrão dos batuquistas: É o novo som de salvadô,/ é o novo som de salvadô,/ paquerê, paquerô! (repete ∞ vezes).

Outro refrão famoso no grande êxodo rural, onde o estado perdeu grande parte da sua população masculina para estados mais industrializados, as mulheres, mães e esposas que ficaram sozinhas cantavam em coral: Eu fui embora e meu amô chorô,/ eu fui embora e meu amô chorô,/ vou voltar,/ vou voltar./ Eu vou nas asas de um passarinho,/ eu vou no beijo de um beija-flô / o tictictac do meu coração,/ renascerá!/ Timbalada é a semente de um novo dia,/ nordeste, sofrimento, povo lutador,/ entre males e montanhas com você eu vô!/ Amor é só me chamar que eu vô!/ EU VÔ!.

Isadora ficou horas contando suas experiências.

O Beck e o Paulo estavam rindo alucinados no sofá. Selma achou tão interessante que já virou rotina, em todas suas festas, o pessoal forma uma roda perto dela pra poder contar sobre esse diferente folclore.

Já eu?

Eu adorei conhecer Isadora. 

23 de julho de 2014

Nosso Breve Resumo Até Aqui

Aee.
Gritei pela primeira vez.

Guria, Guria, 
moça menina.
Me tira do sério,
a noção de quem sou.
Sem demora entro em questão:
Se logo estou aqui,
como faço para chegar aí?

Tu bem disse que o caminho era difícil,
mas quão custoso
é o acesso do seu coração?

Sim,
admito que estou pulando estágios
pois nunca próximo te mirei,
não no intuito citado,
o considerável.
Te assitia a distância,
como um cão sedento
pela vitrine do polhastro da panificadora.

Era sede que sentia.
Sede que sinto.
Sedento por você.
Seu gosto,
saboroso.
Também da vitória do árduo caminhar,
mas em suma,
da vontade de ti acalantar.
Saciar a abstinência 
negada de imediato
do vício frenético
da minha obsessão 
criada por ti. 

Te via cruzar
linda, em prumo,
cheirosa, sofisticada,
graciosa e valiosa.
Desejável.
Mesmo um poeta fica
sem palavras para descrever 
o momento do teu movimentar.

Esperei o ensejo perfeito.
Eu de ninguém
queria me transmutar Nele.
(Assim mesmo, em maiúscula). 
Ideia cobiçosa,
mas no fim do rumo
finalmente cheguei.

Das minhas cantigas
te abalei.
Dirás que não,
tão típica de você.
Capciosa e libertina.
Não declamava verdade
nem falsidade 
do puro e simples desejo
que te expressei.
Mas eu bem sabia a verdade
que de tudo, estava a estudar,
pelo mero fato
de ter dito um basta de se machucar.

Sua voz doce,
do aparelho telefônico,
me transmitiu 
a falsa calmaria
da sua real essência.
Me salivou e me fez ter certeza.

Foi trabalhoso,
batalhar com tal retórica
foi que me fez perceber
que de guria moça menina
tu nada disso tinha.
Como de moça bonita
vira mulher imponente?
Independente.
Melancólica pela vida,
sofrida de desamores,
de quem fez escolhas cedo
e tarde demais vislumbrou que foram perdidas.

Do rompimento
da sua lista de insatisfação
me apeguei como atribuição.
Não por pedido,
mas por obrigação.
Sei que não precisa de mim,
e minha ajuda é ralé
pra quem chegou sozinha aí.
Afinal,
o que um canalha vadio 
pode fazer por ti?

Pelo triunfo menti naquela hora.
mas agora grito
que teu sorrir é minha pífia sina.
Sei que te faço rir,
risco uma.
Te faço bem,
essência e dia-a-dia.

Gritou passividade
e perguntei tal duração.
Pelo visto
paciência foi minha virtude
mais apreciada,
Com temperos de insistência
de quem enchia sua caixa postal,
De homem decidido,
de quem sabe o quer.

Duvidou de mim após a primeira rejeição.
Não queria,
não me afastaria.

Desdenhou do meu roteiro,
o mesmo que me fez te beijar.
Não ainda,
mas a proximidade clama,
e tenho certeza 
que dessa semana não se abana.

Fui empenhado,
Admito.

Escrevo isso
sem motivo.
Nada demais,
tudo que sabe
e tudo que foi dito.
Nosso breve resumo até aqui.
Apenas dedico à você,
sem maliciosas intenções,
sobretudo porque,
já tenho você.

Não prezo mais pela conquista,
apenas pela administração do domínio.
Te dedico simplesmente,
pois também bem sei ,
que de ninfeta desamparada 
você não tem nada.
Mas todo poeta tem uma inspiração,
e que mulher não se derrete
por delicadas poesias 
e a totalidade do seu som?

14 de julho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 7/7

Se o técnico holandês desprezou tanto a disputa do Terceiro lugar, porque não deixou pra gente?
A gente não desprezava tanto assim.

Finalmente chegamos no 7º passo da seleção brasileira.
Não o que queríamos, mas é o que temos.

Quando comecei a escrever essas crônicas sobre a copa do mundo, tive a audácia de anunciar 7 partes, um texto para cada jogo do Brasil. 7 pois são 7 jogos que precisam ser jogados desde a fase de grupos até a grande final. E fiz isso como se já fosse fato de que o Brasil fosse ser o campeão deste campeonato.
Sim, acreditei. Conspiratório como sou, depois daquele primeiro jogo achei até que D. Dilma tinha comprado a FIFA. O que faria muito sentido dado nosso estado político atual. Mas não.
A copa das copas, era o que estava sendo anunciado para todos os ventos.
E realmente foi.
Uma copa do mundo tão inacreditável, que o dono da casa, o grande favorito, tomou 7 gols numa semi-final. Onde mais poderíamos ver isso?
Não que a opinião dele realmente importe, mas Blatter disse que foi a melhor copa que ele já viu! E olha que ele já viu muitas copas hein...
Em resumo, éramos uma seleção fraca que teve sorte de chegar até onde chegou, mas caiu no primeiro grande obstáculo. 
E saímos mancando...

Sobre a final digo: O medo é da zoeira... O que podemos fazer é esperar uma vingança Alemã...
E o que mais irrita é ver nosso principal rival, a seleção da Argentina, que tinha um seleção muito parecida com a nossa: Um craque e o resto - na final da copa do mundo. Visivelmente mais preparada que a gente, mas será que eles realmente mereciam estar na final da nossa copa?
Ganhar jogo de Pênalti não é muito honrado e válido... Lida-se com a sorte, não coma habilidade. E a Holanda é muito mais habilidosa do que da Argentina.
E mais habilidosa que a nossa tambem... Mas antes de começar o jogo ninguém fala nada.

E assim chegamos aqui... Brasil e Holanda para disputa do 3º lugar.
A pequena sétima parte deste grande ato.

--- Do jogo

Humilhados contra a potente Holanda.
O jogo mal começou Thiago Silva, Aquele que tanto sentimos falta, puxa a camisa de Robben. Bem marcada, se não fosse o fato da falta ter acontecido fora da área, e o Juiz marcou um Pênalti.
Brasil 0 x 1 Holanda. 2 Minutos de jogo. Medo da média se manter.
O primeiro chute de oscar foi depois dos 20 minutos, onde o placar já marcava 2x0.
Pouco se fez. Até no segundo tempo com todas as mudanças que Felipão fez: Hernanes e Hulk... 
A coisa é tão feia que quem tava dando dica de jogo para Thiago Silva era o menino lesionado Neymar.
E pra finalizar com chave de ouro, um gostinho da especialidade holandesa, um último gol aos 15 minutos.
Finaliza com 3x0.
Minutos depois, já no final do acréscimo, eles finalizam de novo e trocam o goleiro (só pra zuar).

Para ser bem sincero não teve diferença nenhuma entre o jogo contra a Alemanha e a Holanda.
Apenas o saldo de gols porque a desestrutura Brasileira foi a mesma.
E se não mudar nada dentro da CBF dentro dos próximos 4 anos, também não vai ter hexa em 2018.
Não adianta nem cismar. 


E foi assim que acabou.

11 de julho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 6/7

Sim... Eu acreditava.

E começa o jogo no Mineirão.
5 Alemanha 0 Brasil.
Insisto em ver até o final do segundo tempo.
7x1.

Não pareceu ter 90 minutos. Foi o jogo mais rápido da copa.


PS.: (Post Scriptum ou de Pêsames)

Culpar Felipão agora é facil. Em 2006 tanto choramos, em 2010 tanto gritamos: VOLTA FELIPE! Aqui está ele! Porque brigar agora?
Sim 7X1 é um placar vergonhoso, humilhante e histórico. A maior derrota de todos os tempos. Tantos títulos para nossa derrota, que perdemos as contas dos records que batemos.
Não Neymar não ia mudar em nada o resultado, talvez Thiago Sllva no meio de campo fecharia um pouco mais, mas mesmo assim agora é irrelevante.
Após o jogo do Chile vimos a seleção chorando, e todo mundo dizendo "isso mesmo, chore, é bom pro coração", mas não prestamos atenção ali um forte sinal de fraqueza psicológica e emocional. Pois foi exatamente a falta de estabilidade psicológica que fez o Brasil tomar essa goleada.
E não era só a seleção que estava assim, era a nação inteira.
Todo mundo sabia que o Brasil não tinha enfrentado nenhuma seleção forte, pegou uma chave fraca, e mesmo assim teve trabalho de chegar onde estava.
Choramos com México! Choramos com Chile!
Passamos na sorte, mancando, sem habilidade. Vibrávamos com nossas falhas vitórias e não nos damos conta do buraco que tinha nessa seleção. MESMO COM NEYMAR LÁ NA FRENTE!
Então vem a Alemanha em sua ótima campanha!
Alemanha que nem suou a camisa jogando. Alemanha que no segundo tempo ficou brincando com a gente, porque se quisesse fazer mais 10 gols não ia ter ninguém para impedir. A Alemanha preparada.

O pior de tudo é... Ninguém liga pro 3º Lugar.
Mas todo mundo liga pra um 7x1.

5 de julho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 5/7

Não sabia o que era medo... 
Até o final do jogo.

Admito que duvidas pairavam sobre minha mente perante este jogo.
Cá entre nós, onde estava aquele futebol magia que nossa seleção sempre nós deu? 
Nessa copa as coisas estão complicadas. Não só para o Brasil.
Seguido daquele empate com o México, e aquele jogo doído contra o Chile, após ver a performance da Colômbia nessa copa, estava em estado de choque.
MAS PASSOU.
Tiago Silva, tão quietinho, fura a zaga inteira e converte: 1x0. GOOOOOL!
Estava bem mais calmo!
Mas calmaria veio por pouco tempo, no segundo tempo aquele homem que fez o gol virou um menino e tomou cartão amarelo. Não vai jogar contra a gigante Alemanha. Mas ok, ainda temos o Neymar... (ch-ch-ch-choro).
Então vem Colômbia com um Gol... Assustou, mas logo veio o grito de satisfação ao saber que estava impedido!
Ok, mas sem problema nenhum, veio o menino de ouro: DAVID LUIZ, com o chute certeiro na cobrança de falta.
O medo estava muito longe dos sentimentos que passamos durante esse jogo, mesmo com o Julio Cesar tomando cartão amarelo (que cá entre nós, foi merecido sim, RS) todo mundo estava tranquilo. Estava confiando no goleiro que nos trouxe pras quartas de finais... GOOL!
2x1 que poderia ser um 2x0, mas sem problema tambem.. O jogo está acabando e nada mais pode acontecer...
41'
...

Em 1962 Pelé tambem saiu da copa porque se machucou. Logo entrou Amarildo que salvou a seleção, e trouxe o titulo pra casa.
Mas agora eu Pergunto CADE O AMARILDO?
A PMRJ tirou o hexa do povo! CADE O AMARILDO?
Como fazer contra a Alemanha sem o capitão e sem o menino boleiro Neymar...

Treta has been planted.

30 de junho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 4/7

- Eu tenho 7 anos. 
- 10. 
- 8. 
- E a gente quase viu o Brasil perder pro Chile!

Minas Gerais, 28 de junho de 2014, começo do mata-mata da copa do mundo. Famoso tudo ou nada.

Logo ali no hino nacional dos chilenos, o povo brasileiro sempre muito bem respeitoso os vaiam... Chi-chi-chi le-le-le.
O jogo começa devagar, sofrido, O sol mineiro está castigando em pleno 27°.
Lançamento de menino boleiro Neymar, bate na cabeça do Thiago, que da-le David Luiz! VAI QUE É TUA! É GOOOOOO....Perai, foi gol dele mesmo?
Menino ator boleiro Neymar dá um duplo mortal pra trás e bate na cabeça no chão por causa de um esbarrão em Vidal.
Bruna Marquezine dando aulas.
No ataque chileno, o Brasil não marca ninguém, e vem Sanchez sozinho no meio da pequena área. Julio Cesar se estica mas não tem jeito, empata.
Marcelo joga bem, a força dessa zaga está nos cabelos.
No finalzinho do primeiro tempo o jogo começa a ficar sofrido. Em oitava não existe empate.
Aos 39 Fred aparece na área com Neymar, e chuta longe!
PUTA QUE O PARIU, É O PIOR CAMISA 9 DO BRASIL!
Daniel Alves chuta de longe.
Nos acréscimos, saída de bola errada do Julio Cesar gera montinho na área. O Brasil sente o 2x1. A torcida vaiou.
Com o ar de "presta mais atenção", o primeiro tempo acaba com um pedala que o Fred toma. RS.
Hulk domina e chuta feio... Não foi gol! Mentira! Que gol horroroso!
Nem... Juiz falou que ele dominou com o braço. E toma amarelo ainda. lance Polêmico.
 - Arnaldo Cesar Coelho?
 - FOI OMBRO! FOI OMBRO! Ombro não é braço! FO'MBRO!
Sai Fred entra Jô!
Chile vem com tudo. Com a mão esquerda Julio defende uma bomba.
Como diz Galvão "é perigoso ver o goleiro brilhar muito no jogo". É o único jogador que se não fizer nada é um bom sinal.
Todo mundo está preocupado. Brasil tem que reverter o jogo, mas já passou da metade do segundo tempo. O fantasma de '50 assombra a todos, mas temos medo de falar em voz alta.
Derrubam Hulk na área.
Jô tava com a bola no pé, a que Hulk mandou, mas ele cai. O Fred teria acertado.
Chuta Hulk, chuta Marcelo. Quando se discute onde está o Neymar, ele chuta.... Goleiro defende.
Menino boleiro Neymar está com dor o jogo todo.
E pronto... Entramos na prorrogação.

--- Prorrogação

O incrível Hulk corre com força. Cai perto da área. A prorrogação começou.
Na cobrança da falta Neymar cobra, todos ficam tensos, Chuta mal. O chile está embaçando.
E esse pé alto do Jô? Quase decapitou o goleiro chileno!
Aos 15 minutos, Daniel Alves toma um amarelo de uma falta que não existiu. Esse juiz tá comprado pelo Chile, não é possível!
Entra William no lugar de Oscar. Felipão não quer ir pros pênaltis.
Mas depois da bomba na trave do chile, no último minuto da prorrogação, não adianta, vamos para a reta final!

--- Pênaltis

David Luiz!
JULIO CÉSAR!
Com o goleiro no chão, William consegue errar.
JÚLIO CÉSAR!
-Se eu pudesse dar um beijo nesse cara, eu dava - Grita meu pai.
Marcelo.
Chile marca e Hulk é defendido.
Julio César se concentra, mas não defende do chile camisa 20, Tudo fica igual. 2x2.
Menino boleiro Neymar... Corre... Dá uma paradinha... CONVERTE!
Aponta para Júlio César e diz que agora depende dele.
Chile 18 olha fixo... Chuta...
TRAVE! TRAVE! TRAVE! TRAVE!
TRAVE! TRAVE!
   TRAVE!

QUARTAAAAAS!

28 de junho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 3/7

Crônica atrasada, assim como o gol do Fred.

Estávamos tensos.
O que parecia um jogo tranquilo contra o México, foi um grande sofrimento.
Mas também estávamos tranquilos.
Camarões não tem a tradição e o molejo que a seleção Brasileira tem, e acima de tudo, eles não tem menino boleiro Neymar. A estrela. 
Entra galera em campo, o hino nacional sempre muito emocionante, aos berros a capital treme.
E lá vem Fred... de bigode?
Cristiano Ronaldo já provou que cabelo bonito não faz futebol... Mas será que Fred quer provar que sua força está em seu bigode?
PUTA QUE O PARIU, É O PIOR CAMISA 9 DO BRASIL! FRED!
Gritava todos no vale do Anhangabaú.
Neymar faz gol, e 5 minutos depois Camarões empata.
De que adiantou todo esse futebol arte pra uma coisa dessa me acon... Olha esse menino boleiro Neymar, me vem e me faz outro gol? GOLAÇO!
O segundo tempo chega, e 4 minutos depois o grito muda: PUTA QUE O PARIU, É O MELHOR CAMISA 9 DO BRASIL! FRED!
O jejum finalmente acabou!
Toda aquela sacanagem, aquelas brincadeiras, tudo ali foi descarregado! Fred se redimiu de todo crime que um dia tenha cometido!
Quem levou o time nas costas sai com dor na perna. Justo.
Verdade que não foi apenas ele que marcou, mas nos momentos mais difíceis, Neymar apertou, e converteu naquilo que todos esbravejam. Vai lá menino de ouro boleiro.
E já estava bom, Todo mundo estava feliz ou bêbado, 3x1 é um ótimo sinal. não precisava de mais.
MAS, a seleção estava com fome. Fernandinho estava com fome.
Entrou.
GOL!
Fez mais em 4 minutos do que Paulinho na vida toda.
Pois é, pois é, o orgulho nacional voltou com tudo...

E agora?
CHI-CHI-CHI LE-LE-LE.

20 de junho de 2014

Quando o Menino da Favela Vai na Festa

Quando favelado, menino pobre, vai nas festas de galera rica fica bobo.

Peterson estava assim.

Graças à programas de incentivo acadêmico, para pessoas carentes irem para a faculdade, que conheceu Grace e Flávio. Grace é da zona sul. A mãe é uma perua, todo dia vai pro shopping Iguatemi com seu chiu auau para tomar o chá das cinco. Uma lady. Flavião é um santista roxo da zona norte. 3° a esquerda subindo a Voluntários. Gente boa.

Já Peterson pega trem. Todo dia ele faz tudo sempre igual, e acorda as 6 horas da manhã. Taipas, o lado obscuro de São Paulo. Nem sabe se ali é Caieiras ou se já é a cidade grande, mas a zona oeste treme perante Taipas.

Wellington, amigo chegado de Pete lá da quebrada, levou uma facada na cabeça por causa de pó. 7 pontos na testa. Tá sem beber, só tomando antibiótico.

E foi lá, na sala de ciências contábeis que se conheceram. Pete conheceu Flávio no bar, Grace pedindo cola do razonete na prova de quinta passada. Ela chamou e todos colaram. Pete tava sem dormir, e seus planos era voltar pra casa naquela sexta a noite. Mas mudou de ideia.

Era aniversário da amiga da irmã de uma conhecida de Grace. Ela mora bem, num apêzinho apertado ali na Liberdade. Cada um levava uma bebida e pronto, Pode colar, mas sem arrastar. Bem vindo a festa. Feliz 23 anos.

Tinha nego de todo canto. 

Mano com boné P27, do pagode da 27, lá do Grajauex. As minas da zona leste estavam visivelmente uniformizadas com modelos claramente adquiridos nas lojas de surf do shopping metrô Tatuapé. E óbvio, a galera da gaviões. Playboyzinho ali de Perdizes e Pompéia ostentando Red Label com as patricinhas da Vila Maria: Todas loiras com bota sertaneja. Uma tava implorando pra eles leva-las no show da Maria Cecília e Rodolfo lá no Vila Country. Sem contar os cachorros de Francisco Morato que estavam em todas.

O clima tava pesado. Ou como o estoquista do trabalho do Pete diz: Elas estavam em peso!

Festa estranha com gente esquisita, Pete não tá legal, pede para tomar birita. 

Chegam os três no balcão da cozinha, colocam na pia os três engradados de cerveja, a catuaba e os dois reais de limão que compraram no mercado antes de chegar. A galera entra em delírio. Cada um enche o copo com algo e brindam a noite.

Grace já logo cumprimenta a aniversariante. Fala com os meninos com desdém. Metidinha a italiana, no facebook está: Mora em Roma... Santa paciência.

Flávio chamou para colar com os manos de Pirituba porque o negão de Grace tinha acabado de entrar no recinto. 

O cara era grande. Peito largo e estufado, um braço malhado que ele fazia questão de mostrar com aquela pólo vermelha grudada no corpo. Para dar aquele brilho, uma corrente de aço, e um brinco de diamante na orelha esquerda. Presença, chegou o negão, cheio de paixão, e é só da Grace, só da Grace, só da Grace...

O beijo que ele deu nela fez Peterson se assustar. Na quebrada é feio uma fita dessa. A aniversariante até se assustou. Flávio riu.

Trocaram dois minutos de ideia e foram pro quarto menor. Sumiram.

Apareceu Paolo, bem louco de lança. Disse que já tinha beijado dois. Flávio olhou o relógio e nem meia noite era.

Peterson perguntou das minas, Paolo deu risada, era o que mais tinha ali. Peterson apontou para a hippie ruiva, com botinha e vestidinho floral, cheia de sardinha no rosto. Certeza que deve fazer história na USP. Paolo disse que a conhecia, Flávio deu risada porque ela tinha uma amiga morena. Negona gostosa, exatamente o que Flávio mais gosta. Paolo foi falar com as duas com um olhar malicioso.

Peterson queria um violão, dependia de música. Na quebrada ou você ocupa a mente com coisa boa, ou vai fumar pedra. Peterson aprendeu a tocar violão. Música era tudo pra ele. Peterson pensava música.

Trombaram a galera do skate da Roosevelt e as minas da Mooca. Peterson tomou mais dois copos de soda com vodka e Flávio só ficou na cervejinha mesmo.

Grace sai do quarto descabelada. Dá o celular pra Peterson e diz que se alguém ligar é pra ele atender e dizer que ela está dormindo e que depois liga. Nem esperou a resposta do amigo, e foi correndo pro quarto. Peterson colocou o celular no bolso e esqueceu.

Os meninos nem escutaram, Paolo estava voltando e disse que a ruiva curtiu mesmo o Flávio. Pete podia tentar a morena. Peterson desanimou, fumou um cigarro, e foi pra rodinha das meninas no pé de Paolo e Flávio. Naquela hora, Peterson só pedia a Deus por um pouco de malandragem.

Ana, 23, Tucuruvi, gosta de sambar e é gostosa pra caralho. manda bem na conversa, mas desde o começo deixou claro que não queria nada. Inventou uma ladainha gigantesca. Disse que tava brigada com o namorado que mentiu pra ela dizendo que foi fazer trabalho extra em Taubaté, mas ela sabia que ele estava numa balada em Moema.

A aniversariante ficou tão nervosa quando soube que tinha gente transando no quarto dela, que entrou sem pedir licença. Quando a porta se abriu, Grace estava montada em cima do Negão da hora que solancava a pequena pra cima. A italiana que mora na liberdade ficou vermelha de vergonha, bateu a porta com tudo e gritou um pedido de desculpa. Quase ninguém da sala viu a Grace pelada, mas todo mundo escutou o grito da aniversariante.

Deu cinco minutos o casal estava na cozinha bebendo como se nada tivesse acontecido. Peterson viu que dali não ia tirar nada, e Flávio tava falando na fissura com a ruiva. Foi pra cozinha.

Os dois estavam suados. Grace a ponto de pingar. Não deu nem tempo de Pete perguntar o nome do negão que uma loirinha, uma daquelas da Vila Maria, chegou com força pendurando no pescoço de Pete. Pelo bafo dela já estava pra lá de Bagdá. Whisky que não acaba mais. Começou a dizer que gostava de sertanejo, perguntou se ele sabia dançar, disse que queria mesmo estar na balada, mas já que não tava, ia aproveitar os gatinhos daquela festinha mesmo.

Peterson aproveitou a deixa e a beijou intensamente. Seus peitinhos redondinhos roçavam em Peterson enquanto ela trançava as botas sem rumo. Encaixou ela no armário, e meteu as mãos nas ancas dela. Ela rebolava e dançava. Legitimamente embriagada.

Grace viu, e chamou os dois para irem pro quarto maior, onde tava passando um filme e tinha um pessoal assistindo. Lá dava pra dar uns amassos. O famoso quarto da derrota, depois de um baseado, se joga na cama e dorme. Chacina.

Flávio já estava beijando a ruiva com força. Ana, a morena amiga dela, estava contando o mesmo drama do namorado para outro cara.

Pete e a mina chegaram no quarto, e viram um casal dormindo na cama, e uma garota sentada no canto do quarto. Pete sentou na beirada da cama com a loira, e Grace e o negão já se enfiaram no cantinho, do outro lado da cama onde já não tinha mais campo de visão.

Pete soltou a mão boba e a menina liberou. Perguntou o nome dela, mas a insanidade da cachaça estava tão alta que ela respondeu: Onde as vacas fazem a curva. Ele foi soltando os botões da camisa xadrez dela, e quando vislumbrou o rosa do sutiã trançado dela, entrou o Grego do intercâmbio perguntando da Stella... Quem é Stella?

Ele foi embora, e quando Pete voltou a mão pros seios dela, ela não deixou mais, fechou a blusa e abotoou a camisa, não quis mais beijar ele e começou a prestar atenção na televisão. Pete se revoltou, quase dormiu vendo seriados. A mina dormiu no braço dele, e de repente começa a escutar um chup chup do lado da cama. Olha pro lado, e vê o negão revirando os olhos e a cabeça de Grace entre as pernas dele.

Pete deixou a menina na cama, saiu, e encontrou Flávio sozinho na cozinha com um copo de jurupinga com pouco gelo. Ele disse que tinha pegado a ruiva, e quando ela foi no banheiro pediu o Whatts da morena. Já até marcaram um rolê pro domingo. Os dois riram quando Pete contou que deixou a loirinha dormindo do lado do sexo oral.

Pete foi mijar, e quando estava na fila viu Grace e o negão saindo do banheiro juntos. Quando levantou a tampa do vaso, viu uma poça de esperma do lado do cesto. Enjoou. Saiu correndo pra contar pro Flávio, quando viu ele no mesmo canto da cozinha se despedindo da ruivinha e da morena. Correu, e se enturmou no papo.

Verônica, 24, gaúcha, faz história na USP. Peterson se reprimiu de tesão quando escutou aquele sotaque gostoso da ruiva historiadora.

Ela disse que tinha que ir porque seu namorado estava esperando ela na porta do prédio para busca-la. Nessa até Flávio se assustou. Deram um último beijo e ela desceu as escadas sozinha.

Ana ficou conversando com Flávio limando Pete da conversa. Peteson percebeu que não era bem vindo, e foi procurar Grace, e quando a encontrou, disse que já estava indo embora também, Ela estava indo pra casa dele. O negão era forte, depois de transar em todos os cômodos, ainda tinha mais na casa dele.

Peterson ficou ali parado com as mãos no bolso olhando para os lados. A música era boa, a casa estava cheia e o pessoal animado, mas Pete não estava feliz. Viu que já era quase cinco da manhã, e que já tinha ônibus para ele voltar pra quebrada. Flávio já estava atracado com Aninha. Não conhecia mais ninguém.

Pete tava cansado. Tinha trabalhado pra burro naquela semana, não voltava pra casa já fazia mais de oito dias. Um rolê emenda com outro, que emenda com o trabalho e assim por diante. Não sabia o que era dormir bem à muito tempo. Agradeceu por estar de folga naquele sábado, poderia chegar em casa e dormir até tarde. Longe de casa, há mais de uma semana, dias e dias distante da sua mãe. Resolveu ir embora.

Enquanto saia viu Paolo vomitando pela janela, a aniversariante estava maluca com isso. Deu um abraço forte em Flávio e o lembrou da prova de segunda feira.

Desceu a escada, e viu como a noite estava bonita, decidiu ir andando até a Sé. A cidade estava completamente vazia, toda iluminada com uma leve neblina. Levantou as golas do blusão e saiu fumando seu cigarro pensando na noite boa que teve.

Assustou com o vibrar de um celular que não era seu no bolso. Grace tinha esquecido com ele. No visor estava escrito "mãe". Atendeu e escutou uma senhora sonambula perguntando que horas ela ia chegar em casa. Peterson não disse nada e desligou o celular. Colocou no bolso e pensou que na favela um celular daquele valia mais de 10 pedras. Na segunda ele ia devolver pra Grace.

Cruzou o marco zero na frente da catedral e desceu a escada do metrô.

O caminho era longo de volta pra favela.

17 de junho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 2/7

O Fatídico segundo jogo da seleção Brasileira.

Sufoco. Muralha.
Se tem duas palavras que definem o jogo do Brasil contra o México, são essas duas.
Desmerecemos o Brasil por não apresentar aquele futebol arte que vimos com a Holanda, Itália e Alemanha...Mas no final das contas quem é penta campeão? Eles não!
E sinto que não foi por falta de vontade. Todo mundo ali tava com fome, queria ver gol!
Menino boleiro Neymar... Não chores, a culpa definitivamente não é sua.
Alias, nenhuma das duas seleções merecia sair de Fortaleza com aquele amargor do empate com gosto de derrota... Não. México mandou bem também!
Em melhoras digo para o México: pontaria, para o Brasil: OCHOA - assim mesmo em caixa alta para representar o muro.
Antes de começar tomei Tequila para homenagear nosso adversário... Fiquei bêbado. Muito Bêbado. Então começou a saga...
E que saga...
A começar com o hino... Olha o orgulho da nação, das apostas a seu favor. Cantávamos aos berros! Fiquei rouco.
Começou com a bola na rede de fora... Foi fora mesmo? - Indagou o juiz. Não desista Oscar. Ainda tem jogo.
Neymar de cabeça.... Goleiro!
Enquanto isso o México só atira de fora da área... Dessa vez era quase meio de campo!
O time desiste, fica cabisbaixo, acorda na Falta de Neymar. Ele chuta diretamente para... Para... As mãos de Ochoa. UHHHHHH!
E o tiro final fica com Thiago Silva, com aquela cabeçada inacreditável... Alguém poderia me explicar como se defende um lance daquele? Pela cara do Goleiro, nem ele sabe!

Fiquei tenso com Marcelo... Gritava que o gol era do outro lado.
E o Huck hein? Como teria sido com ele?

14 de junho de 2014

Guardanapo Beijado

Foi pelo um guardanapo molhado
que me fez te conhecer.
Morena tropicana,
curta de pernas,
olhar arrebatador,
sua pele negra
em contraste com seu batom escarlate.
Que morena estonteante!
Marota.

Com a próxima rodada
veio o guardanapo beijado.
Não entendi,
o garçom deu risada -
"Pilantra sortudo" - sussurrou.
Sim, eu fui,
pois de todas elas, tu era ela.
No guardanapo você me indagou
o motivo de ainda estar distante de ti.

Respondi e me aproximei,
maroto.

12 de junho de 2014

Sobre FIFA World Cup Brazil 2014 - 1/7

Aquela abertura pífia.
O Impressorão.... Quer dizer, Itaquerão estava colorido. Nem parecia estádio Brasileiro.
Trem da Luz direto pra Itaquera. Pasmem:19 minutos!
Que maravilha nosso transporte público!
Aí começa o jogo com um gol contra - CROATIA: MARCELO 7"
MARCELO, hahahahhahaha sua cara de choro ahahhahahahahaha
Cadê o menino boleiro Neymar?
Gol.
Poutz... Gol da Croácia... Não valeu? Porque não seu juiz?
Ué... Só não valeu ok? Ok!...(?)
Pênalti pro Brasil (Comemoração)... comemoração?
Tem certeza que foi pênalti Arnaldo?
Menino boleiro Neymar... Gol!
Sai Hulk, entra Oscar.
Esse manja.
4 minutos de acréscimo... Ué, o jogo nem parou, nem acréscimo precisava... Perai, perai perai... OLHA A HABILIDADE:
GOL!

Enfim... Pelo visto copa vai ter, mas ta comprada ou nem?

10 de junho de 2014

Decepção

Para o Meu Líder.

Mas o que será que aconteceu?

Me lembro uma vez, num passado distante, daquele garoto. Estamos num ponto de ônibus quando uma professora do colégio dele passou. Ele a abordou, brincalhão como sempre, contou uma piada e ela gargalhou. Viu que estava ao seu lado e ele mentiu:

 - Ah... Esse aqui é meu irmão.

Apertei aquelas mãos gordas com o maior orgulho. Eu, irmão dele.

Sim, sei que era brincadeira, vindo dele só podia ser, mas a onda de felicidade que me imundou foi indescritível. Não sei porque, mas fiquei feliz.

Não... Eu sei do porque.

Nos conhecemos à muito tempo, eu também era um garoto, mais maduro, mas tinha aqueles pensamentos típicos da infância. Minhas preocupações eram outras.

Era um grupo de jovens associado com uma igreja, desses para tirar crianças e adolescentes das ruas e colocar alguma coisa boa na mente deles. Sabe como dizem: Mente vazia, oficina do diabo. Eu era uma dessas crianças, vem de baixo, e do nada começa a interagir com outros no mesmo nível. Você começa a ter amigos de verdade.

Acampávamos, aprendíamos nós e amarras, sobrevivência na mata, fazer fogueira campestre e coisas do tipo.

Desbravamos o mundo.

E ali estava ele. cabelo desgrenhado e de fácil riso. Diferente dos outros, não se importava muito com as aparências. Tímido, muito tímido com as mulheres.

Uma vez eu prometi uma garota pra ele.

 - Não se preocupe, um dia vou te arrumar uma namorada que essa molecada toda vai morrer de inveja.

Falhei. Mas ele não ajudava muito também.

Me apeguei com facilidade. Ele também. Durante muito tempo a amizade dele foi uma das poucas coisas boas que tive.

Virei homem, virei líder. Nosso grupo já não tinha mais diretoria e a coroa resta sempre pro mais velho, mas nem sempre o mais experiente. Tive que entrar na igreja, não foi obrigatório, foi por amor. Virei líder, virei homem. Já o garoto continuou garoto, continuou amigo.

Quando o grupo entrou em crise, ele sempre foi o rosto familiar que sobrava. Tomamos muita chuva juntos. 

Uma vez o íamos acampar, o grupo já não tinha a mesma força do dia em que entrei, mas mesmo assim tínhamos que acampar naquele final de semana para esquecer um pouco o muro das lamentações que a cidade grande é.

Eu tinha que pegar bambu para fazer armações e móveis de campo. Não tinha carro. Estava sozinho, e estava chovendo. Ele chegou do meu lado e disse:

 - Vamos lá!

Não parou de chover um minuto naquele dia. E ele estava logo atrás de mim carregando 20 Kg de bambu numa ladeira sem fim.

Já sofri outras perdas. Garotos bons que se foram, voltavam, e iam depois.

 - Eu gosto de você porque você é um lixo e sempre vai ser!

Ele riu.

 - É. Eu sei que sou um lixo.

Quando brigávamos éramos dois gladiadores em arena. Ele não tinha paciência, era mentiroso, boca suja e cabeça quente... Não baixava a cabeça pra mim. Delinquente.

Mas agora me pergunto, o que será que aconteceu?

O garoto virou homem e foi embora. Assim como os outros. Foi embora por um caminho que temo não voltar mais.

Inventou de estudar comunicação. No meio de tanto curso superior, porque quis fazer logo comunicação? Admito, ele tinha facilidade com câmera, contava histórias como ninguém. Não aguentava correr 50 metros numa gincana, mas dava um papel e caneta que ele fazia o que fazia de melhor.

Então ali estava ele na rua. 

Fumando, com o olho vermelho estufado parecendo um japonês. Barba desgrenhada e se vestindo como um grunge noventista. Falava de revolução, libertação sexual e outros absurdos.

Não acredito em destino mas penso, pra onde mais iria esse menino a não ser esse caminho? Deus fala certo por linhas tortas, mas essa está torta até pra ele.

Vejo suas fotos embriagado, entorpecido. Não gosto de olhar, lembro do reflexo do que um dia ele já foi.

Ensinei como um filho, amei como irmão. 

 - É trevas!

Era o que dizíamos quando alguma coisa estava muito errada.

Sou homem. Tenho minha filha para cuidar, Lua da minha vida, meu sol e estrelas. Não posso mais estagnar por bobeiras. Ensinei o que eu sei, se não foi o suficiente, o tempo venceu. Seguimos a mesma estrada por muito tempo, hoje ele seguiu outro caminho. Contentamento ou nada.

Ele é homem, não mais aquele garoto. Infelizmente a roda do tempo gira num único sentido. Enquanto isso eu lembro.

Por isso eu lembro.

12 de março de 2014

Barata Amassada

Antes eu vivia.

Lembro daquela barata, ser repugnante, andando pra baixo e pra cima na minha sala de estar, como se fosse a dona daquilo tudo. Quem sabe num futuro pós-bombas atômicas, mas não agora.

No começo fingi que não tinha problema nenhum. E quase não tinha. Eu não tenho medo de barata, acho que a expressão "asco" é a que se aproxima mais dos meus sentimentos sobre as baratas no geral, logo, porque eu levantaria do sofá para matar aquele bicho?

O problema veio quando comecei a escutar.

Era um "TOC, TOC, TOC" incessante, viciante e veloz. "TOC, TOC, TOC". Era o som de suas patas escamosas batendo no chão de mármore. "TOC, TOC, TOC" ela estava ali e eu tinha que fazer algo.

Levantei e por alguns segundos brincamos de policia e ladrão, até que por fim pisei. Esmaguei. Um grande "CRACK" ecoou pelo cômodo. Deu para ver as ondas sonoras se espalhando e batendo nas pareces. Um único som divide vários outros, como se o "CRACK" fosse na verdade um "C-R-A-C-K".

Subiu o cheiro de carnificina. Todos os órgãos daquele ser espalhados naquela pequena região do piso, divididos entre o chão e meu chinelo. É quase como morder uma trufa de licor de maracujá, após quebrar a casca de chocolate, vem a recompensa do liquido se espalhando pela sua boca e derramando por entre os lábios. Só que sem o sabor do maracujá.

Lembro de tudo isso pois foi minutos antes dela entrar na sala. Sentou no outro sofá e fingiu não se importar com minha presença, mas algo a fez levantar e pisar em mim, destruir todos os ternos sentimentos que por ela nutria.

Não me lembro das justificativas, só sei que naquele dia dois seres foram pisados e mortos. Mortos com alto teor de sofrimento e tortura.

A barata ainda jaz fria e seca, apenas as cascas que ainda não foram passadas pela vassoura da diarista.

Já eu. Eu não vivo mais.

1 de fevereiro de 2014

Exercício Continuo de Desconstrução

E aí escuto: sem noção.
Penso: sobre qual aspecto?
Sem pensar muito digo que temos duas:
a minha e a sua.

Assim continuamos
riscando a tabula rasa
sobre tantos aspectos "sem noção"
que formamos tantos atributos
que se perde a noção.

Num exercício continuo de desconstrução.

(para) A razão.

8 de janeiro de 2014

Fatos Fumados

o aumento de usuários no Brasil implica no crescimento da colonia oriental nacional. o aumento de usuários no Brasil implica no crescimento de pessoas com o tecido adiposo avantajado. o aumento de usuários no Brasil implica no crescimento do numero de estudantes desistente nas áreas de exatas, e no crescimento de matriculados nos cursos humanos. 

Não recomendável para alunos orientais de engenharia que estejam acima do peso.